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Santo do pau oco no Museu de Arte Sacra

A expressão surgiu provavelmente em Minas Gerais, entre o final do século XVII e o início do século XVIII. Era o Período Colonial, o auge da mineração no País. Para driblar a cobrança do "quinto", o imposto de 20% que a Coroa Portuguesa cobrava de todos os metais preciosos garimpados no Brasil, santos em madeira oca eram esculpidos e, posteriormente, recheados de ouro.

História de Nossa Senhora Aparecida, e algumas representações artísticas

A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por dois pescadores do Rio Paraíba do Sul, na região de  Guaratinguetá, estado de São Paulo, por volta do ano de 1717. Os pescadores Domingos Martins Garcia, João Alves e Filipe  Pedroso já pescavam há bastante tempo, sem que conseguissem tirar peixe algum das águas do rio. Foi quando João trouxe em sua rede a parte correspondente ao corpo da imagem e, depois, lançando a rede um pouco mais distante, trouxe nela a cabeça da Senhora. Dali por diante, a pescaria tornou-se copiosa e, receosos de que a quantidade de peixe trazida para os barcos ocasionasse um naufrágio, os três amigos voltaram para casa, trazendo a imagem e contando a todos o prodígio que haviam vivido.

Cibório, Âmbula ou Píxide?

Ambas designações estão corretas. Entretanto, cada nome foi atribuído em uma determinada época , hoje, por exemplo, o nome mais conhecido é âmbula , antigamente era comum chamá-lo de cibório ou píxide .

Você sabe a diferença entre arte sacra e arte religiosa?

Pietà  (em português Piedade ) de Michelangelo Arte religiosa e arte sacra não têm o mesmo significado, pois uma obra pode ser produzida sob a inspiração divina, mas não ser voltada para o culto. Portanto, esta tem um destino concreto, o de servir a rituais litúrgicos. Jacques Maritain destaca a distinção, dentro da esfera da arte, da produção cristã e, inserida nesta, a atuação da arte sacra, através de elementos espirituais que compõem sua essência.

Oratórios

Em forma de pequenos armários chegaram ao Brasil com os primeiros navios portugueses, pela sua fé sentiam a proteção de seus santos de devoção os acompanhando nos pequenos altares. Durante a colonização seu uso se popularizou e se estendeu por todos os cômodos da casa, os oratórios domésticos provocaram a produção de pequenas imagens devocionais, a sua maioria foi feita com grande apelo simbólico para facilitar a identificação para o fiel.

Os Jurunas (Yuruna, Yudjá)

Os Jurunas tem como tronco linguístico o Tupi da família Tupi-Juruna , se localizam ao norte do Parque Indígena do Xingu, bem como junto ao baixo Rio Xingu, no Pará, num local denominado Terra Indígena Pequiçamba. Conhecidos como Jurunas, cujo significado “Bocas Pretas” é devido à pintura preta que descia do alto da cabeça até em volta da boca. No meado do século XIX, tinha uma população de mais de 2.000 pessoas, hoje são aproximadamente 390 pessoas (dados Unifesp/2012), vivendo em seis aldeias: Tubatuba, Pakisamba, Pakaya, Paroreda, Pequizal e Kamai.

NOVA EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE ARTE SACRA DE MATO GROSSO - "CRUCIFIXOS"

Os crucifixos são repletos de simbologias, desde as ponteiras, raionados, cores e material com o qual são feitos. Os metais raros na antiguidade eram considerados o maior bem material, sendo o símbolo do sagrado no interior das Igrejas em que representa Jesus como a “Luz Divina”, a escolha entre a prata e o ouro para ornamentação religiosa era determinada pela importância que os objetos tinham no culto. As ponteiras nas extremidades que identificam Jesus como sendo o “Sumo Sacerdote” entre os homens, pois ofereceu a si mesmo como sacrifício no templo, as ponteiras posicionadas na horizontal representam a ponte para a salvação do mundo e na vertical a ponte de união entre o Céu e a Terra. Imagem na qual está representado Nosso Senhor crucificado.